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quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Meu Dono


    

    
    

Clamo em silêncio seu corpo
A saudade amordaça minha voz
Explode a dor que meu sono doma
como um veneno que a febre acende
faz meu corpo arder em chama
e minha boca secar agonizando... Murmúrios
que ainda és meu dono.
(Sirlei L. Passolongo)

        



    

domingo, 7 de outubro de 2007



        

        

A dor que minh'alma
dilacera
sangra das horas
de espera

desejos insanos... Juras
e[ternas]
quimeras.


(Sirlei L. Passolongo)

Direitos Reservados a Autora


        

        

sábado, 6 de outubro de 2007

O sol pelo vitral




Vejo seu olhar
como se fosse o sol
pelo vitral
Não há mais o brilho
dos meus olhos
nos seus

Vejo seu olhar
como se fosse o mar
por uma tela de cinema
Não há maresia,

a neblina das ondas
quando se quebram
na praia
Não sou mais a razão
do dilatar da retina
dos seus olhos

Vejo seu olhar
como o homem
que olha o mar
do farol.

(Sirlei L. Passolongo)

Direitos Reservados a Autora

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Amei Demais





Amei demais
sem medida
Perdidamente
insana

Amei
com tanto de mim
Que já não me encontro
com tanta verdade
que não percebi
serem fantasias,
mentiras

Amei
Com olhos vendados
Por um querer
sem noção do certo e do errado

Mas não posso dizer que amei
se o que meu peito conjuga
a todo instante é eu te amo,
insanamente, demais.

(Sirlei L. Passolongo)

Direitos Reservados a Autora

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Saudade




Pensei ser fugaz a saudade sua
um relâmpago que a chuva ameniza
um sopro de uma mansa brisa
Mas corta como lâmina
sangra na’lma nua
dilacera o sonho... O riso agoniza
e o peito, vagarosamente,
martiriza.

(Sirlei L. Passolongo)

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quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Amar Você





Amar você
É sentir perfume de rosas
embora longe de jardins
É tocar as estrelas
embora possa apenas vê-las
É ouvir a mais bela canção
da harpa dos querubins.

Amar você
É sentir na pele
o suave roçar da chuva
O cheiro da terra molhada
que alegra o canto do sabiá
e desperta a madrugada

Amar você
É compor em versos d’alma
a força do sentimento.
Embriagar-me do vinho mais raro
e me perder nos mais doces
Pensamentos.

É sentir o aroma da manhã,
O calor do sol ao nascer.
A nada se compara
Um amor assim.
É me perder em você,
e esquecer de mim...
É meu jeito de te amar
É o meu amor... Enfim!

(Sirlei L. Passolongo)

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domingo, 30 de setembro de 2007

Esquecer Você






Hoje, resolvi que não iria mais pensar em você.
Que iria esquecer seu cheiro, seu gosto.
Resolvi jogar suas fotos, não pensar em seu rosto.

Resolvi que iria apagar você do meu passado
Esquecer nossos lugares, nossa canção...
Esquecer as manhãs que acordei do seu lado.
Ah! Também prometi a mim mesma que
Nas noites frias, nunca mais chamaria seu nome.

Hoje, ainda hoje,
Antes de o sol dar lugar a lua, percebi meus erros.
Como esquecer seu cheiro se ele está impregnado em meu corpo?
Posso rasgar suas fotos, mas jamais esquecerei seu rosto.
E o gosto que ainda está em minha boca é o gosto da boca sua.

Como apagar você do meu passado se minha vida foi você?
E os nossos lugares?
Se é a rua onde caminho todos os dias,
Se é o semáforo onde paro todos os dias...
Se é tudo que me rodeia... Se em tudo há um pouco de você.
E como esquecer nossa canção se a melodia está em minh’alma?.
Ah! E seu nome? Como esquecer?
Se ele é uma brasa que queima em meu peito...
Hoje percebi que esquecer você... não tem jeito.
Que meu amor por você é tão intenso... Que você faz parte de mim
Do meu tudo, do meu todo... Da minha solidão.
Só me resta acreditar que um dia... Vais me amar assim.

(Sirlei L. Passolongo)

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